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Crédito: Leandro Benigno

As animações fazem parte de um universo muito mais amplo que o senso comum costuma acreditar. Dos aclamados filmes de animação aos games que fazem sucesso no mundo inteiro, a realidade é que os responsáveis por essa verdadeira arte ser possível são os designers gráficos.

São esses profissionais que desenvolvem e otimizam as técnicas e tecnologias que permitem  a elaboração  de narrativas incríveis, identidades visuais, personagens e trabalhos que nos arrancam suspiros.

E esse trabalho vai muito além das obras de animação ou de um mero recurso estético, ele também é essencial para peças de publicidade, logos de marcas, vinhetas, sites da internet e diversas outras aplicações. Incrível, não? Mas você sabe o que está por trás de tudo isso? No post de hoje falaremos sobre as principais técnicas de animação e explicar como  cada uma funciona. Ficou curioso, né! Então vem com a gente!

Animação tradicional

Uma das técnicas de animação mais conhecidas é a tradicional. O método caracteriza-se pela utilização de células de papel ou acetato, em que o criador faz os desenhos. Após finalizar todos os detalhes da animação, é possível optar por fotografar ou digitalizar os desenhos por meio de um scanner.

O clássico “Branca de neve e os sete anões” da Disney é um dos vários exemplos de filmes famosos que utilizaram a técnica tradicional de animação para ilustrar o roteiro e dar vida aos personagens.

2D

A técnica de animação 2D caracteriza-se pela utilização de traços vetoriais, cores chapadas e a repetição de gráficos. Como o próprio nome já indica, 2D quer dizer bidimensional, um desenho 2D é formado por imagens planas e sem profundidade.

Dessa maneira, as animações só se movem por meio de dois eixos: horizontal e vertical, o que pode resultar limitações para o criador que utiliza esse método.

Como são animações em 2D a sua visualização depende de apenas um ângulo. Dessa maneira, a produção 2D é um pouco menos trabalhosa que a 3D, que apresenta perspectivas, como o próprio nome sugere, de três ângulos distintos e consequentemente leva mais tempo para ser desenvolvida.

No entanto, não é por ser mais simples que esse tipo de técnica de animação é inferior ou faz menos sucesso. Sucessos de bilheteria como Cinderella, a Pequena Sereia e 101 dálmatas são exemplos de sucesso de animações 2D.

 

3D

Durante a década de 90, um novo tipo de animação começou a ganhar o mercado: o 3D. Foi em 1996 por meio da parceria entre a Disney e a Pixar, que teve como resultado o primeiro longa de sucesso utilizando essa técnica, iniciando uma nova era no setor de animação,

O 3D caracteriza-se pela elaboração de personagens, cenários e objetos em softwares e ferramentas de efeitos. Os constantes avanços tecnológicos da área resultaram em sistemas de animação 3D cada vez mais eficientes,

Dessa maneira, a modelagem e o tratamento das imagens formam imagens realistas que se assemelham aos ambientes naturais. Essa técnica possui muitas aplicações dentro do universo cinematográfico, tais como os longa-metragens, live actions e elaboração de cenários e efeitos especiais.

 

Stop-Motion

O termo Stop-Motion vem do inglês e, em tradução direta, significa “movimento parado”. E como o próprio nome já indica, o stop motion é feito com objetos inanimados. Essa técnica de animação é feita de maneira similar à animação clássica. O que a diferencia é que, em vez de desenhos manuais, no stop motion a animação é feita a partir de fotografias, quadro a quadro, utilizando esculturas, massas de modelar, entre outros recursos e materiais.

Trata-se de um processo trabalhoso e que requer extrema minúcia e atenção aos detalhes. No lugar do lápis, a protagonista é a câmera fotográfica. A sucessão acelerada das imagens obtidas dos objetos é o que garante a impressão de movimento. No que se refere à iluminação e câmeras, são as mesmas que são usadas para filmes live action, só que trabalhadas em dimensões reduzidas e com foco em distâncias encurtadas.

O descobrimento do stop motion é associado ao diretor de teatro e mágico francês George Méliès, uma das figuras mais notórias do início do século XX quando o assunto é cinema e animação.

Tradicionalmente, a técnica era utilizada somente para complementar as películas live action como é o caso de King Kong (1993, de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack). Entretanto, com a popularização dos equipamentos utilizados no stop motion, estúdios menores começaram a produzir filmes stop motion.

 

Animação de Recorte

Essa técnica caracteriza-se pela utilização de cenários, objetos e personagens recortados. Originalmente o método era criado com diversos materiais, como diferentes tipos de papel, tecidos, fotografias, elementos naturais, variando de acordo com a criatividade do criador da obra.

Atualmente com os avanços tecnológicos, as animações desse estilo utilizam recortes simulados por software, tornado tudo digital. O exemplo mais famoso é o tão conhecido e polêmico: South Park, que devido ao sucesso abandonou os processos manuais até se tornar completamente digital.

 

Rotoscopia

A rotoscopia é uma técnica que realiza a transformação da filmagem em animação. A palavra é um acrônimo para rotação e fotografia, ou seja, rotoscopia. Após feita a gravação em vídeo, é desenhado uma figura inspirada nos frames capturados até que a animação seja formada.

Cada segundo de uma filmagem utilizando a rotoscopia equivale a cerca de 24 frames. Logo, para cada minuto da animação dessa modalidade são utilizados pelo menos 1.440 ilustrações. A boa notícia é que a tecnologia facilitou (e muito) este processo.

O clássico Star Wars (Guerra nas Estrelas) utilizou a rotoscopia nas suas três gravações originais. Além disso, no clipe da famosa música dos The Beatles  “Lucy in the Sky with Diamonds” e na do A-ha “Take on Me” também foram gravadas utilizando a técnica de animação rotoscopia.

 

Gostou de aprender um pouco mais sobre as principais técnicas de animação utilizadas nos filmes e games que mexem com o imaginário de multidões? Esse é realmente um universo com inúmeras possibilidades  para criação de games.

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